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Francisco de Goya (1746–1828) - Caprichos Nº43 1797-1798 - El sueño de la razón produce monstruos - Museu do Prado

A Inclusão como condição de Democracia

Defender a Democracia é defender uma sociedade Inclusiva. Defender e promover a participação é compreender que, se houver vozes ausentes ou silenciadas só vamos ouvir as vozes esganiçadas e desafinadas de cantores que se convenceram que a peça coral melhorava se fosse cantada a solo.

Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas

O que quer Portugal do Conselho de Segurança?

A arquitectura e a forma de funcionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas limitam em muito a sua influência, mas não é verdade que o órgão se tenha revelado sempre inútil ou que não seja possível a um membro não-permanente, como Portugal, ter uma influência positiva na resolução dos problemas globais e regionais do mundo actual. Para isso, é necessário não adoptarmos uma atitude de constante subserviência perante os poderosos, definir uma clara agenda de acção política ao serviço da paz e do Direito Internacional… e pô-la em prática nos próximos dois anos.

O segredo salarial agora é ilegal

A Diretiva Europeia de Transparência Salarial põe fim ao sigilo sobre os salários auferidos e já está em vigor em Portugal. A ausência de lei nacional de transposição não é desculpa para o incumprimento. Qualquer trabalhador pode exigir por escrito os critérios que determinam o seu salário, o seu nível de remuneração individual e os salários médios por género na sua categoria. Falta exigir o cumprimento da lei pelos empregadores.

Combater a desequidade educativa

É imperioso favorecer tudo o que nos possa levar a uma escola não de igualdade, mas sim de equidade, o que exige uma adequação dos recursos às necessidades específicas de cada um de forma a compensar desigualdades. “Dar a todos o mesmo” representou um avanço quando alguns tinham tudo e muitos tinham quase nada, mas hoje sabemos que dar a todos o mesmo apenas reforça a desigualdade.

Conquistar a soberania digital_imagem

Conquistar a soberania digital

A Internet livre e aberta que sonhámos nos seus primeiros anos de existência, não existe. A Internet é hoje um conjunto de jardins murados, de que as redes sociais são o melhor exemplo: plataformas propriedade de meia dúzia de megamilionários que utilizam os nossos dados e manipulam o nosso comportamento, exercendo um poder político mundial sem controlo.

Unidade de Saúde Familiar da Baixa - Martim Moniz

Sobrelotação dos Serviços de Urgência: um problema sistémico

É fundamental que os Cuidados de Saúde Primários assumam o seu papel como primeiro ponto de contacto nas situações não emergentes. Para isso é essencial reforçar a atratividade da Medicina Geral e Familiar, investir em equipas multidisciplinares e assegurar acesso atempado a consultas.

Assembleia Constituinte

Breves notas sobre a fiscalização da constitucionalidade das leis

A fiscalização da constitucionalidade das leis deve existir? A que órgão deve caber? Em que momento deve ser realizada? Qual deve ser a origem dos membros do órgão ou órgãos fiscalizadores? O processo do recurso de constitucionalidade deve ter um efeito suspensivo? E esse efeito suspensivo deve ser aplicado automaticamente a todos os casos ou deve ter uma aplicação selectiva?

Um Primeiro de Maio para todos os trabalhadores

Um Primeiro de Maio para todos os trabalhadores

UGT e CGTP têm, felizmente, apesar das suas diferenças, demonstrado posições igualmente críticas perante o pacote laboral e convergiram na convocação da Greve Geral de 11 de dezembro de 2025. O dia de hoje deveria ser uma nova manifestação de unidade neste combate que é o combate de sempre: em prol dos direitos humanos e da dignidade do trabalho.

A crise dos profissionais de saúde não se resolve com improvisos

A crise dos profissionais de saúde não se resolve com improvisos

A escassez de profissionais de saúde não é uma falha passageira mas uma crise estrutural. Os sistemas de saúde enfrentam dificuldades crescentes de recrutamento e retenção devido ao envelhecimento da população, à intensificação da procura, à exaustão profissional, às migrações de trabalhadores da saúde e à insuficiência de políticas de planeamento de médio e longo prazo. Uma tempestade perfeita, no momento em que comemoramos os 50 anos da consagração do direito à saúde na Constituição.

Quatro lições e uma proposta simples sobre a ofensiva laboral da direita

Quatro lições e uma proposta simples sobre a ofensiva laboral da direita

A ofensiva laboral da direita tornou mais evidente e urgente a necessidade de coordenação estratégica entre todos os sindicatos e as centrais sindicais. Sem essa coordenação, a esquerda conseguirá avanços mais curtos quando está no poder e resistirá pior quando deixa de estar.

Painéis solares flutuantes no Alqueva - EDP

Energia: as lições desta guerra

A Guerra do Irão tornou clara, mais uma vez, a vulnerabilidade que a dependência dos combustíveis fósseis representa. Portugal, devido a algumas apostas certeiras no domínio da energia e da investigação, está neste domínio numa posição favorável, mas pode e deve aproveitar a lição desta guerra para reforçar as apostas tecnológicas adequadas, apoiadas por políticas públicas ao serviço do desenvolvimento sustentável.

A esquerda deve pôr-se em causa

A esquerda deve pôr-se em causa

À esquerda, queixamo-nos da “esquerda” e das “esquerdas”, perante o avanço dos novos fascismos. Mas não podemos continuar a concentrar o nosso discurso e a nossa ação na contestação – seja dos outros, seja de nós. Há sinais de esperança que nos mostram que podemos triunfar nos espaços hoje conquistados pelo populismo.

Portugal outra vez de cócoras na cena internacional

Meias-verdades, subserviência e falta de sentido de Estado. São estes os componentes da atitude do Governo de Portugal no quadro do ataque ilegal dos EUA e de Israel ao Irão. Portugal terá dito aos EUA que autorizava a utilização das Lajes se a operação que serviam fosse defensiva, necessária, proporcional e apenas visasse alvos militares. Sabemos que não foi e não é nem uma coisa, nem a outra, nem a terceira, nem a última. Depois de Durão Barroso e do Iraque, temos o PSD a humilhar Portugal de novo para servir uma agressão dos EUA. Vamos esperar que, dentro de dez anos, Montenegro venha reconhecer o erro?

Os lucros exorbitantes dos bancos

Faz sentido que os apoios à banca sejam a “política pública” onde o Estado investe mais dinheiro? É justo ou razoável que uma atividade de mera intermediação, por importante que seja, recolha benefícios muitíssimo maiores que as actividades produtivas que realmente criam valor? Ou serão estes lucros exorbitantes, desproporcionados e mesmo imorais? E serão vantajosos para a economia e o bem-estar de todos?

© Nuno Ferreira Santos

Seguro construiu o dique, não desperdicemos a oportunidade

A almofada temporal que a presidência de Seguro oferece permite reconstituir alianças à esquerda, instrumento indispensável à apresentação de projetos mobilizadores. Sem sobranceria, sem ignorar os anseios dos cidadãos que se deixaram convencer pela gritaria populista, sem enjeitar responsabilidades.

Sobre a democracia no trabalho: bons ventos e boas notícias de Espanha

Sobre a democracia no trabalho: bons ventos e boas notícias de Espanha

O Governo espanhol apresentou publicamente um relatório produzido por uma equipa internacional com propostas inéditas para o fortalecimento da democracia no trabalho e nas empresas de Espanha que passam pelo reforço da participação dos trabalhadores na gestão das empresas.

Caças F-35A dos EUA que participaram na operação de captura de Nicolás Maduro em Janeiro 2026 - Foto U.S. Air Force

Nem vassalagem nem escravidão

O colapso do sistema internacional pós-Guerra Fria é a nossa nova realidade. A era de uma dependência confortável, de uma vassalagem disfarçada de parceria, acabou. Enfrentamos agora a ameaça de uma nova condição, despojada de qualquer ilusão, sujeita a um poder arbitrário e imprevisível.[1]

PREC (Processo de Revisão Em Curso) chegou à legislação laboral

PREC (Processo de Revisão Em Curso) chegou à legislação laboral

Não há estudos demonstrativos de que seja preciso rever a atual lei laboral, nem sequer – ao contrário do que afirma o Governo e o patronato – tem a lei impedido despedimentos, quantas vezes consumados com recurso ao falso argumento da extinção do posto de trabalho.

2025.10.27 - Cantinas - Adriano Miranda

Outsourcing: como o Pacote Laboral coloca em causa a estabilidade do emprego

Ao longo das últimas décadas, os avanços da legislação e a firmeza das lutas dos trabalhadores têm conseguido melhorar a estabilidade do emprego nas empresas prestadoras de serviços. O projecto do Governo visa destruir os progressos alcançados, tornar mais difícil a vida dos trabalhadores destas empresas enquanto concede privilégios aos seus patrões e intensificar os conflitos sociais.

Manifestação de médicos em Lisboa. Foto de Rodrigo Antunes. © 2024 LUSA

SNS: médicos, precisam-se!

O rácio do SNS de três médicos por mil habitantes que existe em Portugal é inferior à média da OCDE (3,7) e da União Europeia (4,1). O SNS tem de criar condições para atrair, contratar e reter recém-licenciados, recém-especialistas e especialistas, melhorando as condições de trabalho: ativar as carreiras médicas, aumentar os salários, valorizar as horas de serviço de urgência e estimular a investigação clínica.

PS: escolher entre a oposição e a irrelevância

O PS quer ser tão moderado no pós-trauma-Pedro-Nuno-Santos que corre o risco de adormecer em serviço. O partido tem de reunir as suas energias, discutir com profundidade a situação política, analisar as suas derrotas e assumir o risco de cometer erros.

Rio Lima, Parque Nacional da Peneda-Gerês by François Philipp - frans16611 is licensed under CC BY 2.0

Transição agrícola e restauro da natureza: aprendizagens de um processo na Dinamarca

Em 2024, a Dinamarca estabeleceu metas para reduzir o impacto do setor agrícola nas alterações climáticas e no ambiente. As metas estão a ser afinadas regionalmente, através de processos colaborativos liderados pelos municípios. Estes processos permitem conjugar diferentes prioridades na ocupação do território e Portugal pode tirar lições da experiência dinamarquesa.

Agente da PSP, Lisboa 2024. Foto de António Pedro Santos-LUSA.

Os amigos da desinformação

A desvalorização de dados oficiais mina a confiança nas instituições. Mas é ativamente praticada por candidatos da direita às câmaras de Lisboa e do Porto.

Acidente Elevador da Glória em Setembro de 2025

Considerações a propósito do acidente com o Elevador da Glória sobre fundo de descapitalização técnica

Um panorama caracterizado pela descapitalização técnica de empresas e entidades públicas, perda de memória do “saber fazer” e do real funcionamento dos sistemas de transportes, quebra da continuidade de um fluxo de conhecimento e aprendizagem que permitem o seu aperfeiçoamento, ausência de formação de novas gerações de técnicos e gestores…

Projeto Saúde Mental em Movimento da Universidade do Porto visa a capacitação física e mental dos pacientes. Foto de Estela Silva LUSA

PRR 2021-2026: uma oportunidade perdida na saúde?

Portugal tem até agosto de 2026 para executar a totalidade dos fundos do PRR. Ao ritmo atual é pouco credível que o objetivo seja atingido sem mais reprogramações ou pedido de prolongamento do prazo.

La Città Ideale, 1480. Anónimo, anteriormente atribuído a Piero della Francesca. Galleria Nazionale delle Marche (Urbino, Itália)

Política de cidades: um debate que urge promover

A inexistência de uma verdadeira política de cidades é uma consequência de uma combinação viciosa de centralismo e localismo. De um poder central que privilegia políticas setoriais cegas a qualquer tipo de diferenciação territorial e de um poder local com escassa visão estratégica.

Bombeira combate incêndio na Aldeia de Gontães, Vila Real, 4 agosto 2025. Foto de Pedro Sarmento Costa/LUSA

Incêndios rurais: há muito a fazer mas a estratégia está no caminho certo

Repetindo à exaustão que os incêndios são assim por causa dos incendiários, dos eucaliptos e da falta de meios… está-se a escamotear a responsabilidade dos governos e dos deputados, que ainda não assumiram aquilo que só eles podem fazer: tomar as medidas, nomeadamente legislativas, que estão identificadas como imprescindíveis. Porque, ao contrário do que se diz, o Plano de Acção está assumido e estabilizado e, como provam os resultados já alcançados, vai no bom caminho.

Festejos da vitória aliada no fim da II Guerra Mundial

Medo e vantagens

A atuação de políticos que usam os vários palcos democráticos para atacar a democracia está facilitada porque há um lastro de permissividade e de permeabilidade a estas ideias numa parte da população portuguesa, que agora se vê, finalmente, representada nos círculos do poder político.

Campanha das Eleições Autárquicas de 2021 - Acção de rua do PS - Fernando Medina e António Costa ANDRÉ KOSTERS-LUSA

É necessária uma nova Lei Eleitoral das Câmaras Municipais

Enquanto em todos os outros países os executivos municipais são constituídos por eleitos ou pessoas indicadas pelo partido que ganhou as eleições, entre nós o executivo é composto por quem “governa” e pela “oposição”

Displaced Palestinians wait to receive aid - Gaza City, 26 Jun 2025 EPA-MOHAMMED SABER © 2025 LUSA

Israel não tem perdão

Não são apenas os palestinianos que Israel aniquila com a sua política genocida. Israel espezinha na Palestina a herança cultural de que somos herdeiros e alimenta o antisemitismo que diz combater.

FOTO João M Almeida

Os democratas agora são os velhos?

Temos de revitalizar o diálogo intergeracional, ouvir os jovens, os seus sonhos e os seus receios e encontrar com eles planos a curto, médio e longo prazo que lhes permitam usufruir da janela de oportunidade que é nascer e viver numa democracia.

Ataque ao Capitólio por apoiantes de Trump, a 6 Janeiro 2021. Foto de Tyler Merbler (USA)

Como nascem as tiranias

À luz dos critérios fixados por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt na obra “Como morrem as democracias” (2019), um olhar para a América de Trump. E para o que em Portugal está a ser imitado.

Sahara Ocidental - Manifestação pró-independência Frente Polisario 18 Maio 1975 - UN Photo-Yutaka Nagata

1975, Sahara Ocidental: Crónicas de um ano de brasa (1 / 3)

Este é o primeiro de uma série de três artigos dedicados à última colónia de África: o Sahara Ocidental. Há precisamente 50 anos, esta antiga colónia de Espanha pensou que a independência estava ao seu alcance, graças ao apoio das resoluções descolonizadoras da ONU e à indiferença da potência colonizadora. O que Luísa Teotónio Pereira nos conta são as vicissitudes deste território, ocupado por Marrocos, que continua hoje a exigir o seu direito à autodeterminação.

Lisboa Pride Parade 2023 - 17 Junho 2023. Foto: JVM

A esquerda precisa de mais política identitária, não menos

A ideia de que os partidos de esquerda alienam o eleitorado por se centrarem em questões de minorias é falsa. As ditas “minorias” – mulheres, imigrantes, pessoas racializadas, com deficiência ou LGBTQI+ – são a maioria da população e da classe trabalhadora. Precisamos de política que não deixe ninguém para trás. Isso implica atenção aos problemas que todos estes grupos encontram.

Cego guiando os cegos (1568) de Pieter Brueghel, o Velho (1526.1530–1569) Museo di Capodimonte, Nápoles

E agora, Maria?

O inimigo está à porta e este é o pior momento para procurar culpados. Todos temos culpas com certeza, mas o momento não é para julgamentos, é para acção. A resposta tem de ser meter mãos à obra e ir ao encontro das necessidades das pessoas.

Crianças em Gaza. Foto: Hosny Salah

Os nossos filhos que estão em Gaza

A imagem dos rostos das crianças palestinianas com tachos e panelas vazios à espera de um bocado de comida não me sai da cabeça. É um lampejo da crueldade a que estão sujeitas pessoas como nós, crianças como as nossas, todos os dias. Quase metade da população de Gaza são crianças com menos de 18 anos, representando cerca de 47% dos seus mais de dois milhões de habitantes. O que para nós são apenas alguns minutos na televisão enquanto jantamos, para elas é uma realidade quotidiana marcada pela violência, pela fome e pelo medo.

Assembleia da República - Sala dos Passos Perdidos, Carlos Pombo, 2009

Como responder ao crescimento da extrema-direita em Portugal

Nem todos os que votam em partidos radicais perfilham uma ideologia de extrema-direita. Muitas pessoas votam como protesto contra uma sociedade que os deixou para trás. Mas os seus votos põem em risco a Democracia, o Estado de Direito e o Estado social. Os partidos democráticos têm de encontrar as medidas concretas capazes de responder à situação.

Comboio CP

Serviços mínimos: porquê e com que limites?

Como conciliar os serviços mínimos com o direito à greve e a prevenção de situações que possam pôr em causa a segurança dos utentes? A solução pode ser a distribuição assimétrica dos serviços mínimos.

waterpolo

Uma coisa de esquerda

Os actuais líderes dos principais partidos de esquerda conseguem dizer algumas coisas de esquerda. O principal problema é conseguirem pôr em prática o que vão defendendo, dentro ou fora de campanhas eleitorais.

Papa Francisco 12 Maio 2013

Francisco, eu e nós

Reconheço a importância das suas declarações sobre a desigualdade económica, os imigrantes e refugiados, os abusos sexuais na Igreja, as posições contra a guerra e pela paz, os posicionamentos sobre o massacre em Gaza. Mas.

Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte, de Georges Seurat (1859–1891). Art Institute of Chicago

Salvemos a humanidade, então!

Demos passos insuficientes, mas sabemos que é possível uma sociedade que tenha como objectivo o bem comum e que é possível a criação de um futuro ecológico, sustentável, justo e equilibrado.

Greve

Clareza e combate

A dureza do combate exige clareza de posições. Não podemos atacar as consequências sem enfrentar as causas nem contornar os problemas com receio de os enfrentar no seu cerne.

Luís Montenegro durante o Conselho de Ministros informal de Óbidos, em 6 abril 2024. Foto: Diana Quintela.

A arrogância não é boa conselheira de primeiros-ministros

Quer na relação com o Parlamento e os partidos da oposição, quer com a comunicação social, quer com os serviços da Administração Público ou com os eleitores, a sobranceria foi sempre a marca da governação de Luís Montenegro

Postal do Terreiro do Paço. Colecção particular de Luís Bayó Veiga

Os malefícios do curtoprazismo

Os primeiros-ministros transformaram-se em mestres do curto prazo, dos pacotes de anúncios de medidas milagrosas e inaugurações salvíficas. Faltam-nos visões de futuro, estratégias consequentes, orientações que tracem caminhos.

Foto: João M Almeida

Abril, alegremente juntos

Ironicamente, o 25 de abril é mais produto nacional do que os nacionalismos emergentes que procuram desmontar o seu legado. A tendência para a autocratização de democracias maduras é tão transnacional como as maiores multinacionais.

Da Ucrânia com amor, foto de Adriano Miranda

Portugal falhou no teste da guerra

Os governantes europeus não hesitam em sacrificar a qualidade de vida e a segurança dos seus povos para servirem o império americano e o seu desígnio persistente de fragmentar a Rússia. Na encruzilhada que se abre no nosso horizonte coletivo, arrisca-se a própria continuidade histórica de Portugal.